CONARH 2014
CONARH bate recorde de público ao receber 28 mil pessoas


Chegar à 40ª edição do CONARH já era razão suficiente para comemorações. Mas depois de quatro dias, a ABRH-Nacional ganhou mais um motivo para festejar o maior evento de gestão de pessoas da América Latina e segundo maior do mundo, realizado em parceria com a ABRH-SP, no período de 18 a 21 de agosto.

Antes da palestra de encerramento, que reuniu o teledramaturgo Walcyr Carrasco e a filósofa Viviane Mosé, Leyla Nascimento, presidente da associação, subiu ao palco para se despedir do público e anunciar os números finais: 28 mil participantes – dentre os quais, 3,3 mil congressistas – em 100 horas de conteúdo e 146 palestrantes reunidos no congresso e na feira de negócios EXPO ABRH.

Para dar uma ideia do fluxo e da movimentação, em apenas um dia, 10 mil pessoas passaram pelos corredores e auditórios do Transamerica Expo Center, onde o CONARH é realizado desde 2005.

“É um orgulho fazer parte dessa história junto com os voluntários que constroem um legado importante não só para os profissionais do Brasil como para os dos demais países que participaram desta edição”, salientou Leyla.

Com duplo motivo para comemorar, a presidente da associação chamou ao palco representantes da diretoria da ABRH e presidentes das seccionais distribuídas pelo país para brindar a ocasião. O brinde foi estendido aos congressistas, surpreendidos pela equipe de garçons que entrou no auditório para servir taças de espumante.

Confira alguns dos destaques do CONARH 2014:

ABERTURA
Na abertura oficial, Leyla, deu as boas-vindas à plateia juntamente com educador Eugenio Mussak e a vice-presidente da associação Elaine Saad – ambos coordenadores do congresso de 2014 ao lado de Alessandra Ginante, vice-presidente de RH da Avon.

A presidente da ABRH-Nacional falou dos desafios enfrentados por Recursos Humanos diante do avanço tecnológico, das mudanças demográficas e das novas gerações que ingressam no mundo corporativo, ressaltando que, com isso, um novo modelo mental e novos paradigmas estão surgindo. “Esse contexto justifica a escolha do nosso tema central RH Urgente! Ousar, Inovar, Performar”, explicou.

Ela também falou do trabalho feito pela ABRH para dar suporte aos profissionais de Recursos Humanos na superação desses desafios: promoção do associativismo para a integração e networking – “o homem não é uma ilha”, frisou –; realização de uma série de eventos por todo o Brasil – a ABRH está presente em 22 unidades da Federação –; criação de projeto como o de certificação profissional, lançado oficialmente no próprio CONARH; parcerias a fim de poder realizar todas essas ações; e, por fim, a intensificação das relações internacionais, propiciando o intercâmbio de informações e tendências na área.


A VOZ DOS PRESIDENTES
Antes do 40º CONARH, no dia 14 de agosto a ABRH-Nacional realizou o 14º Fórum dos Presidentes, cujo objetivo é alinhar as ações de RH ao pensamento e à visão dos líderes empresariais. Neste ano, o encontro reuniu 120 presidentes de organizações de expressão no cenário nacional, superando a edição de 2013, que havia atingido o recorde histórico de 114 líderes presentes.

O encontro aconteceu sob o tema Os desafios urgentes da gestão empresarial dado o cenário atual e suas conclusões foram apresentadas na palestra de abertura, com a participação de Cledorvino Belini, presidente da Fiat Chrysler na América Latina, e Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco. Vicky Bloch, integrante do comitê responsável pelo fórum, atuou como mediadora.

Parte da palestra teve como base uma enquete realizada durante o fórum, que apontou: em 2014, os presidentes estão mais cautelosos em relação ao ambiente macroeconômico mundial e nacional, ao crescimento do PIB – quase metade deles (49,4%) acredita que, neste ano, ficará entre 0,6% e 1% – e o faturamento e desempenho de suas próprias organizações.

“Estamos em uma fase de pleno emprego, com a taxa de desemprego baixíssima. O Brasil merece crescer. Temos que acabar com essa história de que somos o país dos contrastes”, enfatizou Trabuco.

Um dado em especial da enquete deixou os dois presidentes preocupados: 40,9% dos participantes do fórum disseram que o seu modelo de gestão não é adequado às necessidades do momento atual. E um percentual 20 pontos superior – 60% –, que não é adequado ao futuro.

Para Trabuco, nas empresas de hoje, o RH tem que ser um energizador e um engajador. “O erro honesto é bem-vindo”, comentou, incentivando uma atuação mais ousada e voltada para a inovação.

Vicky alertou que o RH que vai ajudar as empresas é o que tem a compreeensão do processo novo das relações humanas. “RH tem que ser ousado, criativo e relacional”, completou Belini.


VISÃO MUNDIAL
As novas regras das relações humanas também foram abordadas pelo painel que teve como título o tema do CONARH – RH Urgente! Ousar, Inovar e Performar e foi moderado por Leyla Nascimento. No palco, o presidente da Granbio, Bernardo Gradin, deu início citando o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que escreveu sobre as relações líquidas. “O jovem não espera mais proteção da empresa, nem longa permanência nela. RH tem que se transformar para trazer rupturas com modelos de gestão, precisa ter a capacidade de desaprender e reaprender”, frisou.

O painel trouxe, também, da Itália, Filippo Abramo, ex-presidente da associação europeia e atual presidente da associação italiana de gestão de pessoas. Ele comentou as mudanças do cenário europeu com a crise que se instalou nos últimos anos. “De alguma maneira as pessoas compreenderam que não há emprego vitalício e que devem contar consigo mesmas”, salientou, justificando o surgimento de um grande número de pequenas empresas, criadas por profissionais que perderam seus empregos.

Outro participante internacional, Pieter Haen, que preside a WFPMA – World Federation of People Management Associations, falou da importância, diante de todo esse cenário, de o profissional de RH brasileiro deixar de ter foco para dentro do país e criar um olhar para o mundo, a fim de se tornarem mais competitivos. “RH tem que ser parceiro, tem que ter mais coragem e ser mais proativo”, finalizou.

NA ERA DOS GAMES
Na palestra Os games na empresa – Um novo olhar para capacitação e desenvolvimento, os especialistas Sunami Chun e Fernando Seacero explicaram por que as empresas estão cada vez mais adotando jogos corporativos para capacitar e desenvolver pessoas – em 2013, os investimentos nessa área foram da ordem de US$ 412 milhões, enquanto para 2018 a expectativa é de chegar a US$ 5,5 bilhões.

Eles destacaram que o principal ganho é o maior engajamento das pessoas no trabalho, porque, através dos games, alcançam o “estado de flow”, ou seja, sentem-se livres para ir além de suas capacidades, explorar mais, ousar mais. Seacero citou um estudo do Engagement Group com dados expressivos: pessoas engajadas são quase cinco vezes mais comprometidas com o sucesso da empresa do que as não engajadas. Além disso, com os games, o feedback é imediato, os desafios propostos de forma lúdica deixam os conteúdos mais interessantes e o aprendizado se fixa na memória no longo prazo.


PRODUTIVIDADE E COMPETITIVIDADE
Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração da Gerdau, foi o destaque da palestra Produtividade e competitividade: O que precisa mudar? Para ele, é necessário ao mesmo tempo motivar os funcionários e garantir a viabilidade dessa relação para o empregador. “Fala-se muito sobre a importância de ser criativo e inquieto na área de vendas, mas são qualidades muito oportunas também para quem é de RH”, ressaltou.


BUSCA DE EQUILÍBRIO
Precisamos deixar de ter uma visão utilitária do mundo para ter equipes capazes de ousar, inovar e performar. A deixa foi do mestre budista Lama Padma Samten, que falou do equilíbrio das diferentes dimensões do ser humano. “Nós não vemos os rios, vemos recursos hídricos. Não vemos as florestas, vemos recursos biológicos. E não vemos as pessoas, vemos recursos humanos”, apontou. E garantiu: referências e exercícios de sabedoria do budismo podem ajudar as organizações a evoluir nesse sentido.

PAIXÃO NAS EMPRESAS
O historiador Leandro Karnal teve como tema A paixão – Do indivíduo para a organização. Ao ilustrar as mudanças ocorridas na sociedade e no mundo corporativo do século 19, ele levantou a bola para RH sobre o seu papel para gerar paixão no ambiente de trabalho. “A cena do trabalho repetitivo, imortalizada por Charles Chaplin no filme Tempos Modernos, não faz muito mais sentido. O trabalho hoje é mais envolvente e mais exigente quanto ao grau de autonomia, e, portanto, demanda mais paixão”, disse.

E a paixão, prosseguiu, tem que ser recíproca, portanto, a empresa precisa ter um projeto apaixonante. Para Karnal, entre o indivíduo e a organização há uma demanda muito maior do papel do RH. “As empresas de hoje envolvem seres humanos holísticos e de uma incrível variedade. É preciso fazê-los se comunicar, fazê-los ouvir, fazê-los falar. Este é o maior desafio de RH”, sentenciou.


GESTÃO 100% HORIZONTAL
Imagine um ambiente de trabalho sem cargos, hierarquia, sistemas de comando e poder instituído. Assim é a Vagas, empresa do segmento de e-recruitment, que teve seu case selecionado por um corpo de jurados para ser apresentado no Auditório do Conhecimento durante o CONARH. Na palestra Empresa sem chefes: O desafio do RH em um modelo de gestão radicalmente horizontal, Alessandra Tomelin e Erica Isomura Duarte, consultoras do portal, compartilharam com a plateia como esse modelo de gestão funciona na prática.

Desde 1999, quando passou a atuar com e-recruitment, a Vagas vem apresentando um crescimento anual de, no mínimo, 25%, e credita tal performance a seu modelo de gestão. Faz todo sentido relacionar esse índice a outro: pesquisas feitas com os colaboradores apontam em 95% o índice médio de felicidade deles em relação à empresa e ao trabalho.

A VOZ DO POVO
As ruas querem governos e organizações que produzam e garantam bens públicos a todos, como saúde, educação e qualidade de vida, por isso mesmo, as manifestações de junho de 2013 não terminaram, elas se transfiguraram, viraram política e vão se transformar em votos em outubro. É o que afirmou o sociólogo Demétrio Magnoli, na palestra Movimentos de Mudanças no Brasil – A voz do povo nas ruas e os impactos para as organizações.


CULTURA DE PROPÓSITO
As empresas com um propósito que tenha significado motivador e energizante para os funcionários, cujas decisões são alinhadas com esse propósito e que não atuam apenas para servir o mundo, mas para mudá-lo, fazem com que as pessoas se engajem e atinjam metas. Não à toa, são mais valorizadas na bolsa. Assim falou Rob Morris, gerente geral da consultoria americana YSC Nova York, na palestra Cultura de propósitos.

Mediado por Lilian Guimarães, vice-presidente de Pessoas e Cultura da Natura e diretora da ABRH-SP, o painel também contou com a participação de Olga Martinez Garcia, CEO da Diageo no Brasil, Paraguai e Uruguai, que completou: “Tenho a crença forte de que quando as pessoas estão no eixo do seu propósito, atingem excelência e, com isso, as organizações alcançam os melhores resultados”.

OURO DE TOLO
Com a palestra O indivíduo e seus propósitos, o filósofo Mario Sergio Cortella lotou o auditório do Transamerica Expo Center em uma das mais concorridas apresentações do CONARH. Para ele, é papel do RH evitar que as pessoas trabalhem naquilo que não faça sentido para si, em que não se vejam, não se identifiquem, caso contrário, acabarão se conformando com o “ouro de tolo”, alusão à música de Raul Seixas sobre um homem sem propósito no trabalho, alienado e infeliz, apesar do falso brilho das conquistas alcançadas com o seu salário.


GURU INTERNACIONAL
As comemorações do 40º CONARH presentearam a plateia com a participação internacional de uma das maiores autoridades do mundo em liderança e gestão de pessoas: o guru norte-americano David Ulrich. “Foi a realização de um sonho da ABRH”, disse Elaine Saad, vice-presidente da ABRH-Nacional e uma das coordenadoras do congresso ao convidá-lo para subir ao palco. “As pessoas vão fazer o que fazem seus líderes”, disse o consultor logo no início de sua palestra, antes de enumerar as sete práticas de um líder sustentável. No estande da HSM, que levou Ulrich ao CONARH, ele lançou seu livro Sustentabilidade da Liderança.


GERAÇÃO+
Enquanto os congressistas assistiam às palestras, o público da EXPO ABRH não ficou atrás participando de atividades gratuitas em áreas projetadas para compartilhar conhecimento com os visitantes.

Entre elas, o Espaço Geração+ foi a grande novidade para os jovens, com uma programação de 14 palestras sobre temas de interesse de quem quer ingressar ou começou a atuar em Recursos Humanos. Leila Felício, diretora de RH da Globosat, estreou o Geração+ no dia 18, contando como é trabalhar no RH de uma empresa de comunicação.


OS MELHORES
Concedido pela ABRH-Nacional, o Prêmio Ser Humano Oswaldo Checchia bateu recorde de participação em 2014, com 151 trabalhos inscritos e 35 premiados. Mais uma vez, o CONARH foi palco da entrega dos troféus em quatro modalidades: Gestão de Pessoas – Organização, Gestão de Pessoas – Acadêmica, Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social – Organização Cidadã e Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social – Organização do Terceiro Setor. Romagnole (PR), Banco Mercantil do Brasil (MG), Instituto Nextel (SP), Fundação Fritz Müller (SC), Light Serviços de Eletricidade (RJ), Betannin (RS), e Leme – Laboratório de Endocrinologia e Metabologia (BA) foram algumas das organizações premiadas.





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O HSM Expo 2016 é o maior evento de gestão da América Latina. O evento convida a pensar e discutir, ao lado dos mais influentes e bem-sucedidos pensadores do management, novos rumos, ferramentas improváveis, saídas brilhantes e soluções pouco ortodoxas para lidar (e prosperar) nos mais variados cenários.
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